POLICLÍNICA MILITAR DE NITERÓI

História

Policlínica Militar de NiteróiA Policlínica Militar de Niterói (PoMN) foi criada pelo Decreto Lei Nº 62220, em 02 de fevereiro de 1968, em Niterói, então capital do Estado do Rio de Janeiro, antiga província fluminense no Império.

 

Sua criação visou o atendimento dos militares da ativa, inativos, pensionistas e seus dependentes, vinculados ao SAMMED/FUSEX residentes nesta Guarnição e áreas do entorno, como Macaé, Campos e Vitória, bem como funcionários civis e seus dependentes, desafogando assim o grande fluxo de pacientes para o Hospital Central do Exército (HCE).

 

Com a construção e a inauguração da Ponte Costa e Silva no ano de 1974, encurtou-se a distância entre a PoMN e HCE na cidade do Rio de Janeiro, possibilitando uma maior fluidez no que tange a continuidade do apoio médico de urgência/emergência à família militar, estreitando em conseqüência os laços de intercâmbio técnico-administrativo entre as duas Organizações Militares de Saúde. Teve também como objetivo a realização de remoções médicas de usuários no âmbito dos municípios de Niterói e São Gonçalo para o HCE naqueles que necessitam de tratamento de emergência e regime de internação.

 

Anteriormente à construção da Policlínica, havia se instalado neste logradouro o Gran Circus Americano, o qual protagonizou uma das maiores tragédias da cidade e do país, em conseqüência de um dos maiores incêndios da nossa história com milhares de vítimas fatais ocorrido no dia 17 de dezembro de 1961. O Gran Circus Norte-Americano estreou em Niterói no dia 15 de dezembro de 1961.

 

Os anúncios diziam que era o maior e mais completo circo da América Latina – tinha cerca de sessenta artistas, vinte empregados e 150 animais.

 

O dono do circo, Danilo Stevanovich, havia comprado uma lona nova, que pesava seis toneladas e seria de náilon - detalhe que fazia parte da propaganda do circo. O Norte-Americano chegou a Niterói uma semana antes da estréia e instalou-se na Praça Expedicionário, no centro da cidade.

 

Com 3000 pessoas na platéia, faltavam vinte minutos para o espetáculo acabar, quando uma trapezista percebeu o incêndio. Em pouco mais de cinco minutos, o circo foi completamente devorado pelas chamas. 372 pessoas morreram na hora e, aos poucos, vários feridos morriam, chegando a 500 o número de vítimas fatais, das quais 70% eram crianças. A lona, que chegou a ser anunciada como sendo de náilon, era, porém, de um tecido altamente inflamável.